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segunda-feira, 5 de julho de 2010

Patati e Patatá

Ontem levei a Luísa ao show do Patati e Patatá aqui em Sorocaba, no Monteiro Lobato. Evento beneficente, R$ 25,00 a entrada e mais 1 quilo de alimento. Legal, vamos colaborar com as criancinhas sei lá de que instituição, e aproveitar que a Lú adora ver os palhaços cantores (bem de longe).
Evento marcado para as 5 da tarde, fila de carros pra entrar, fila na porta para entregar os alimentos e outra filinha de nada para entrar. Até aí tudo bem.
O que eu não sabia é que tínhamos a opção de comprar ingressos para o camarote - um espaço reservado de cadeiras numeradas, cercado por grades, bem mais caro, obviamente, que o ingresso convencional, mas localizado bem em frente e pertinho do palco.
Para as pessoas que compraram os ingressos convencionais - a maioria dos casos - não tinham cadeiras, e o normal que se espera do público, numa situação dessas, é que todo mundo sente, tratando-se de um evento para crianças.
Mas não aconteceu nada disso, e fiquei impressionada com tamanha falta de respeito do público - pais - com as pessoas do camarote, que pagaram R$ 75,00 cada ingresso (inclusive as crianças), a desorganização do evento, que começou super atrasado, e mesmo os organizadores vendo a bagunça que estava o local, não fizeram absolutamente nada. A baixaria chegou ao ponto de que quando o show começou, as pessoas que estavam na pista - pais - invadiram o espaço dos camarotes, empurrando as grades de segurança, e colocando as crianças todas em cima do palco, ficando em pé na frente do resto do salão. Olha, decepcionante.
Fora o clima que estava. Pais putos da vida, mães sentadas e crianças sem conseguir enxergar nada, enquanto outros pais pulavam em frente ao palco, mais do que as crianças, como se fosse um show do U2.
Gentem!! Wake up!!! Sabemos que em show de crianças, pais se divertem pra caramba, cantam e dançam, mas péra aí. Que exemplo esses pais deram aos filhos ontem invadindo espaços, atrapalhando outras pessoas e fora, desrespeitando outras crianças e pais. Um absurdo. Sem mais comentários, organização nota 0.

Obs.: Única coisa linda de tudo isso foi ver a Lú cantando as músicas do Patati e Patatá, sendo que ela viu os palhaços duas vezes na vida. Nem cd, nem dvd temos. Me emocionei!!
Como disse, ou pensei em dizer antes, pensamos que só nossos filhos são o máximo né?
Bom, eu me defendo dizendo que é a única que tenho, portanto a única que presto mais atenção.
Agora tenho que ir porque tenho zilhões de coisas em casa e na rua pra resolver.

domingo, 4 de julho de 2010

Agora é a vez dela...

...ser mordida!
Todo mundo sabe que toda criança - ou quase todas - morde.
Não é segredo pra ninguém que se trata de uma fase comum à quase todas elas; umas com mais intensidade, outras com menos.
Luísa começou a morder minha mãe, meu marido e eu com aproximadamente 1 ano de idade, ainda em casa. Foi pra escola e aí desembestou a morder os amiguinhos. Foi do primeiro ano de vida até mais ou menos 2 anos e meio, achando que a mordida era a solução pra reclamar ou conseguir as coisas. E só agora é que ela entendeu que morder não é legal.
Até então, sempre li muito à respeito, procurei fazer o que era pra ser feito - conversar, mostrar que estava errada, e que daquele jeito não conseguiria nada, que machucava os amiguinhos, que eles ficaríam tristes com ela e poderíam até mordê-la também. Sempre falando claramente, repreendendo na hora que acontecia uma mordida, ou depois, quando a professora me trazia ela no final do dia com a notícia de que Luísa tinha mordido "1" amiguinho, ou "2", ou a professora.
E por ela ter passado já por duas escolas, cada uma lidou com a situação de maneiras diferentes. Na primeira escola, quando a professora vinha me trazer a Luísa, ela me chamava de lado e contava o que havia acontecido, de uma maneira sábia, inteligente e consciente, dando a entender que sabia que se tratava de uma reação normal da criança.
Já a segunda e atual escola, fez da minha filha uma monstrinha, e quando vinha me trazer a Lú, vinha com uma cara cheia de preocupação, dizendo que minha filha tinha mordido os amiguinhos, que ela fazia isso talvez porque ela nunca tinha chupado chupeta ou tomado mamadeira. Dizia que a Lú era a única na escola que mordia os amiguinhos e que temia que os outros pais - putos, claro - tirassem os filhos de lá porcausa dela. E chegou até a falar pra Luísa se morder pra ela ver como doía. E aí, minha filha começou a se morder.
Gente, vâmo combiná. A coisa é quase bem simples. Não se trata de um caso especial, e sim de uma reação comum às crianças. É o jeito que elas têm pra se defender, pra brigar, pra reclamar. Pelo menos é assim que vejo, e com paciência, a gente consegue resolver, e sem traumas.
Entendo que cada um tem uma opinião à respeito desse assunto, mas a solução é a mesma pra todos: muita conversa e carinho.
Entendo também que para uma mãe é super chato e doloroso ver a filha ou filho com uma marca de mordida. Sei que é pra ficar puto mesmo. Não que eu tenha ficado, pois minha filha sempre foi a mordedora, e a única vez que apareceu mordida, eu nem dei muita bola. Olhei pra ela e disse que eu sabia que isso iria acontecer. E pensam que ela parou de morder logo em seguida? Que nada! Levou um tempinho ainda.
E entendo também que a escola é papel importantíssimo nessa fase, e que tem que trabalhar super em conjunto com a família, tem que conversar muito com os pais e saber como a coisa é feita em casa e tentar ajudar do jeito mais parecido possível na escola. A professora mandou minha filha experimentar se morder e ela realmente começou a se morder quando ficava brava. Imaginem!
Pra mim, isso não é pedagogia. Não mesmo. É falta de experiência, de leitura e conhecimento.
Mas o importante é que a fase já passou; e que como todas elas, passou mais ou menos rápido.
Hoje estávamos no parque e encontramos uma amiguinha da escola. Em menos de 5 minutos, ela tentou morder a Luísa e depois puxou o cabelo dela.
Não esquento não. Sei que logo passa e ela aprende que não pode.
Mamãe Gi, só tenha paciência e sabedoria.

sábado, 3 de julho de 2010

A Memória

Conversando com uma amiga ontem, fiz o comentário de que nunca fui uma pessoa de reparar muito nas crianças em geral - isso antes de engravidar e de ter minha filha. Nunca fui super chegada à elas. Nunca fui daquelas "tias" que têm uma criatividade incrível para entreter, divertir e fazer uma criança se apaixonar. Pelo contrário: as crianças não viam a menor graça em mim! Que sorte! Mas isso foi antes, beem antigamente. Com a Lú na minha vida, claro que passei a reparar em todas elas, e a entendê-las. Até criativa eu fiquei!! E pela falta de atenção nelas, é que eu tenho um certo grau de dificuldade pra dizer nossa, como ela é inteligente! Tá adiantada pra idade, não? É grande! Mas já anda? Mas já fala? E como fala bem? Enfim...sou meio sem noção, e como toda mãe,acho que minha filha é o máximo da inteligência, da esperteza e do tamanho. Fico boba como minha filha tem a capacidade de guardar letras de músicas facilmente. E ambientes físicos? Exemplos: Há duas semanas atrás fomos na casa do João Vitor, amiguinho da escola. Única vez, e ontem passamos em frente ao prédio e ela gritou: Mamãe, a casa do Jão Vitu! Músicas: fora as que estamos ouvindo no momento (Palavra Cantada), ela de repente começa a cantar aquela música mais chata do DVD Xuxa Só para Baixinhos, aquela que sempre pulamos porque é sem graça. Ou então ela vem com uma música de capoeira, do CD mais novo do Mestre Suassuna, que nem eu sei cantar. De fato, sempre ouvimos que nunca se pode falar nada na frente da criança que você não queira que seja repetido por ela mais tarde. Então, por esse motivo, enchemos nossa casa e nosso carro de música e alegria. Aqui um videozinho do Palavra Cantada, que todo mundo conhece - acho que só eu não conhecia - e que é um dos preferidos meu e da Luísa.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Saidinha do Papai e da Mamãe

Ontem foi aniversário de uma amiga-vizinha, e como íam só casais, resolvemos deixar a Lú com minha mãe, assim poderíamos curtir melhor o jantar.
Nem demoramos muito, mas quando chegamos pra buscá-la, ela já estava dormindo, e não acordou quando peguei ela no colo e fomos pra casa.
Mas hoje às 6:10h ela me chamou. Fui até o quarto dela e ela estava sentadinha na cama. Não acendi a luz, claro, e fui logo deitando ao lado dela, que deitou também. Olha o diálogo:
- Mamãe, onde xê foi?
- Mamãe e Papai fomos num restaurante só com adultos.
- Mas eu quelo í no restauante!
- Lú, você não ia gostar. Tinha só adulto lá.
- Eu dumí sozinha na Vovó Ôse. Comi macaão, azitona e quezo.
- Ah que delícia! E você viu o Bruno, a Carol, o Vovô...
- Não, o Búlo tava na icola, a Calol tava na cidade e o Vovô tava lá xim.....quélo tetê, mamãe !
- Vou fazer seu tetê.
- Voxê não, mamãe
- e me abraçou forte - Papai vai fazê meu tetê.
- Papai não tá, filha. Ele foi trabalhar já.
Luísa senta de novo na cama e fala:
- Dexa eu falá no seu ovido. Eu qué-lo te-tê.
- Tá bom, eu vou fazer.
Tomou o tetê e dormiu até às 09h.
Não tem preço um abraço gostoso e um coxixo bem cedinho. É só pra gente começar o dia muuuuuuuuuuuuuito bem.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

O xixi e sua independência

Luísa tem um peniquinho rosa, estilo troninho, que ela adora. Este fica no banheiro de cima, porque tem mais espaço pra ele lá. E no banheiro de baixo temos um adaptador de vaso sanitário, já que esse banheiro é minúsculo!
Ontem ela acordou, e enquanto eu preparava o pãozinho dela com manteiga, ela me disse, já no meio da escada: "Mamãe, vou fazê xixi nu meu pinico, lá em xima!". Nessa hora nem adianta mais eu tentar fazê-la descer. Desencanei e continuei fazendo o que estava fazendo. Logo ela desceu a escada "di bumbum" e pronto.
Fomos pra escola e depois fui ao shopping com umas amigas. Quando cheguei, tinha o apartamento todo pra limpar, já que minha "querida e linda e viada faxineira" não apareceu.
Subi, e só aí lembrei que Luísa tinha feito xixi sozinha, e nem tinha subido pra checar como ela tinha feito, e se tinha feito direitinho, sem muita sujeira. Pois bem.
E não é que ela realmente fez xixi, limpou a "piliquita", deixou a fralda enroladinha no cantinho do vaso, jogou o xixi do penico sozinha no vaso e só não deu descarga porque não deve ter alcançado.
Minha filhinha tá ficando muito independente já!
Como o tempo passa!!

Cupcakes pra Copa

Atrasada, mas estão aqui os Cupcakes que fiz para assistirmos ao penúltimo jogo do Brasil aqui em casa. Acho que amanhã vou fazer mais !!



Às vezes fazer xixi é complicado

Post pra falar que o desfralde da minha filha foi a coisa mais simples do mundo. Nada de stress e nada de muito xixi e cocô no chão.
Fomos pra Bahia em janeiro deste ano, ficamos 19 dias lá e isso foi um test-drive para o desfralde, já que Luísa passou a maior parte desses dias só de biquini e calcinha. Na época ela estava com 2 anos e um mês. Não que ela me pedisse pra ir ao banheiro, mas de biquini, abria as perninhas e ficava olhando o xixi sair. Coisa mais engraçada! E fora da praia, deixava-a de calcinha, e é claro que o xixi escapava também, seguindo o mesmo esquema do biquini: abria as perninhas e ficava olhando o xixi escorrer pelas perninhas.
Quando chegamos em casa, em Sorocaba, decidimos não colocar mais fralda durante o dia. Foram só dois dias limpando o xixi que escapava. O cocô demorou mais pra ela pedir pra fazer, ou aprender a hora do cocô sair e tal. Mas também não foi nada difícil. Hoje eu ainda coloco fralda pra ela dormir, mas só por precaução. Ela acorda sequinha sequinha, e Deus que me perdoe dizer, tem dias que eu até reaproveito a mesma fralda da noite anterior. Questão de economia. Porca, eu sei, mas economia. Esquece isso, tá? Se alguém comentar o que eu falei eu nego até a morte! Rsrs.

Mas onde quero chegar é aqui: quem tem menina sabe do perrengue que é quando a pequena fala "quelo fazê xixi, mamãe" no trânsito, ou na rua, onde não há banheiros.
Antes de ontem, por exemplo, fomos ao banco de noite fazer um depósito no caixa eletrônico e minha filha precisou fazer xixi. E não tinha onde, e não dava pra esperar. Você não sabe o que faz nessa hora. E então foi ali, na calçada, abaixadinha, molhando a sola do tênis, que ela fez o maior xixizão, sem o menor constrangimento. Que dó. E que saco. Porque isso não é o certo, por ser uma menininha.
E quando precisamos usar algum banheiro público, sujo e fedido!! Tenho que pendurá-la segurá-la, e nessa hora, haja costas, braços pra tanto peso. Parece que o xixi nunca vai acabar.
A única sugestão pra essas horas, já que a criança nem sempre consegue esperar encontrar um banheiro, é que a gente tenha lencinhos umidecidos na bolsa. E se conseguirmos fazê-las esperar por um banheiro, ótimo, senão....Vai ali mesmo, num cantinho, abaixadinha, molhando a sola do tênis.