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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Pesadelos?

Luísa está entrando na fase dos pesadelos. Hoje mesmo acordou num grito só, e quando corri pro cheguei no quarto dela, já estava sentadinha na cama, com cara de pavor assustada. Deitei do lado dela, e ela me agarrou. Acabou dormindo novamente.
Mas de onde vêm esses pesadelos?
Será que de tanta informação que começa a se acumular na cabecinha dela?
Acredito que agi certo, indo correndo pra lá e ficando ao lado dela, sem falar nada. Talvez se continuasse acordada, poderia explicar à ela que foi um sonho, e que sonhos são iguais aos desenhos, só que acontecem dentro da nossa cabeça.

Li à respeito no site da Nestlé. Lá, a psicóloga Anne Lise Scappaticci sugere não colocar desenhos ou filmes de noite que estimulem e agitem demais a criança.
E também colocar regras, como horário definido para dormir e boa alimentação, acalmar a criança com histórias leves ou canções de ninar.

domingo, 22 de agosto de 2010

Ele está de volta

De repente ontem minha filha solta essa:
- Ah, cacete!
- Ah, filha! De novo? Eu já falei pra você que é feio falar isso, e eu não quero que fale mais!
- Ah! Mas é uma "dilíçia" falar cacete, mamãe!


Falar o quê pra ela, se eu também acho?

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

A Malicúnhem - updated

Post atualizado pra contar que Luísa ganhou ontem o Meu Bebê, boneca linda, do meu tempo também e que FECHA OS OLHINHOS QUANDO DORME!
Obrigada, Mônica. Ontem Luísa estava com sono, por isso não ligou muito pra ela, mas hoje, logo que acordou, já perguntou onde estava a "quiança" dela, e até deu um nome à ela: Isabela.
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Brincadeira de ontem a noite.
Luísa pega um algodão e o esburrifador de água, e começa a passar nas unhas do meu pé.
Ela pergunta:
- Como xê chama, moça? E eu:
- Paula. E você?
- Malicúnhem.


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- Como xê chama? E eu:
- Teresa. E você?
- Malicúnhem.


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Morridirí.
Um super final de semana pra todo mundo, cheio de coisinhas gostosas.
E quanto à você, Rafaela, seja muito bem vinda.
Rô, parabéns pela princesinha!

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Do you speak English, Lulú?

"No, of course not!", respondo eu, Fernanda, professora de Inglês, e mãe da Lulú.

Lendo a atualização do blog lindo da Paula, o NY WITH KIDS, me achei no dever, direito e vontade de falar sobre o mesmo assunto: Crianças Bilingues. Sim, porque "como assim sua filha não fala nada em Inglês? Você não conversa com ela em Inglês? Mas você deveria! Você é professora de Inglês! bláblábla´..." Não falo mesmo, e minha filha não sabe nem uma palavrinha em Inglês ainda. Pronto, falei! "Mas por quê?"
"Oras, porque eu esqueço de conversar com ela em Inglês, e porque nunca falei nadinha mesmo pra ela sobre isso, e porque o pai dela não fala nada de Inglês, e porque eu acho que as coisas não funcionam desse jeito."

Acho lindo, maravilhoso, perfeito, ver e ouvir uma criança bilingue. Incrível mesmo.
Aliás, tem uma conhecida minha que a filha dela fala e entende Português, Japonês, Inglês e Hebraico. Sacou? E ela tem só 4 anos de idade. Mas isso porque os pais dela só falam em Inglês entre si, a avó materna só fala Japonês, o pai é Israelense, e a menina estuda numa instituição brasileira.

Agora, aqui em casa só tem Português, e ainda assim bem malemá. Rsss...não é pra tanto!

Na verdade quero que ela aprenda a se comunicar direitinho primeiro na língua dela, e depois, tão logo seja adequado à sua idade, quero colocá-la em uma escola de Inglês, ou até mesmo eu ensiná-la algumas coisas, mas não tenho pressa.

Enquanto isso, começamos agora a acompanhar o Wordworld, no Discovery Kids.
" WORDWORLD apresenta um mundo maravilhoso, cheio de aventuras e situações interessantes, onde os personagens e objetos são construídos com as letras que formam seu nome em inglês. Isso permite que as crianças se familiarizem não só com as palavras e os sons de uma segunda língua, mas também com a ideia de que as letras formam palavras.

Cada episódio narra as divertidas aventuras de uma turma de animais muito criativos: Dog, o cachorro; Duck, o pato; Sheep, a ovelha; Frog, a rã; Pig, o porquinho; e Bear, a ursa. Eles tentam resolver todos os desafios que surgem em cada história com o poder das palavras. Diante de seus olhos, as letras ganham vida, transformam-se em palavras e, em seguida, nos objetos que elas representam."


Bem bonitinho, e assim Luísa vai começar a despertar interesse, já que enquanto estamos assistindo, fico enfatizando as palavrinhas novas, falando que é um jeito diferente de falar, digo que é Inglês. Nada com muito compromisso!

Selinho / briga de trânsito / Lua Nova

Em primeiro lugar, ganhei meu quarto selinho ontem, da Sarah querida, mãe do Bento, e mãe do blog delicioso de se ler. Obrigada Sarah. Adoro os selinhos.

E a regra é responder para que ou em que situação eu teria prazer em olhar com olhos de Garfield - meio desprezível assim.
Bem, na verdade são várias situações e pessoas que olharia assim, mas vou citar uma situação que me aconteceu ontem. Saí com o carro do meu sogro, e depois de ter abastecido e ter andado uns 5 quilômetros, o carro simplesmente parou. MORREU! Exatamente numa rua super movimentada de Sorocaba. Primeiro passo? "Ligar pisca alerta", pensei.
E não é que nisso me vem um babaca, mete a mão na buzina, me ultrapassa, me xinga de "êêê, mulher!". Pois foi exatamente ESTE olhar de Garfield que lancei nele, assim meio fuzilante e querendo dizer: "Aí, seu corno! Tá vendo que tô com o pisca ligado?" Vai te catá!".
Mas foi só o olhar mesmo, porque sinceramente, MORRO de medo de briga no trânsito! Isto não é propaganda enganosa! É a pura verdade.
Acho perigosíssimo, e nem é porque pense que uma das partes possa estar armada, não. Não sei o porquê. Só sei que é um medo enorme.
Outro dia, dirigindo em São Paulo, fiz um sinal ridículo com meu dedo do meio prum cara que não me deixou trocar de faixa na rodovia. Gente, aquele sinal me pareceu TÃO inofensivo, porque o cara tava numa velocidade TÃO alta, que pensei que ele nem tivesse reparado. Pois ele não só reparou, como se ofendeu MUITO (humm!). Desacelerou o carro, me esperou chegar mais perto, e começou a gritar comigo, mas gritar MESMO, e pediu até pra que eu enfiasse aquele dedo....hum! Nem vou falar onde, da minha MÃE!!. Sei que fiquei muito assustada.
Melhor ficar só no olhar de Garfield.
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Alguém já ouviu falar da ONG Lua Nova? Ontem eu estive lá.




"A Associação Lua Nova foi criada em 2000. Tem sua sede em Araçoiaba da Serra(SP), e é uma iniciativa não-governamental que atua em parceria com meninas-mães e seus filhos, em situação de vulnerabilidade social. Nesta ONG são desenvolvidas e experimentadas diferentes técnicas e práticas de inserção social das jovens, incluindo ações de geração de renda, trabalho, redução de danos e desenvolvimento comunitário."

Deixando as coisas mais claras: a ONG abriga jovens que se tornaram mães muito cedo, e seus filhos, (1,2, 3 e até 4 filhos, acreditam? Acreditam uma jovem de 17 anos já ter 4 filhos? Pois é. Eu vi isso lá.), que se apresentaram em situações de risco, como uso e tráfico de drogas, maus tratos, abandono e prostituição, e que foram encaminhadas pra lá por um Conselho Tutelar, Vara de Infância ou Juizado. Lá elas moram, trabalham e desenvolvem juntas, maneiras de se reinserirem na sociedade, após saírem de lá, ou seja, após um período mínimo de 9 meses.

Mais explicações sobre o que exatamente eu fui fazer lá, darei num próximo post, pois ontem foi só a minha primeira visita. Mas, a conclusão tirada do dia foi a seguinte:
TEM PESSOAS QUE JÁ NASCEM PRA SEREM MÃES.
OUTRAS, APRENDEM A FUNÇÃO, POR AMOR OU PELA DOR.
MAS FILHO É FRUTO.
É A CONSEQUÊNCIA - OU INCONSEQUÊNCIA - DE ALGO QUE FIZEMOS NA MAIORIA DAS VEZES COM PRAZER. E É ASSIM QUE DEVE SER CONTINUADO: COM PRAZER. E MAIS QUE ISSO: COM AMOR.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

TV no quarto

Estava ontem a noite na casa de uma amiga, quando fiz a seguinte afirmação:
"Antes defendia a idéia de ter somente uma TV dentro da minha casa, pelo fato de tentar manter a família sempre unida, assistindo os mesmos programas, rindo ou se irritando com as mesmas coisas. Hoje estou implorando por uma TV no quarto da Lulú."

Explico:

Não tenho mais vez na TV! rsss....
Quando estou sozinha em casa, procuro me ocupar com o computador, ou com alguns afazeres domésticos mesmos, sem ter tempo pra assistir TV.
Quando Lucas chega, vai direto ao futebol. Ou senão, CSI. E é isso.
E quando estamos todos em casa, LUÍSA MANDA NA TV!!
Com a nova onda SHREK dominando a casa, a pessoínha não quer que ninguém mais veja nada na TV, a não ser SHREK.

Lembro o dia do primeiro jogo do Brasil nesta última Copa. Fiz a maior fantasiada aqui em casa. Coloquei bexigas "verdeamarelo" pela sala, coloquei as pipocas em vasílhas "verdeamarelo", pendurei a bandeira na parede. Tudo pra agitar.
E então:
- Papai, quélo atití Cocolicóóó! Eu quéeeelo.
Alguém merece isso?
Claro que naquele dia ela não conseguiu.

Agora vamos às verdades mesmo.

Eu, continuo sem vez aqui em casa!
Mas quando o papai está vendo alguma coisa, convenço-a de que ele também quer ver TV e que ela pode ver o filme dela no DVD portátil, que por sinal já tá uma merda de tanto que ela mexe.
Ou ainda, com uma boa explicação e um bom entretenimento, ela esquece da TV, o que é bem mais produtivo.
- Lú, que tal se a gente desenhar o Shrek e a Fiona?
- Lulú, vamos descer e ver se o bebê tá bem? Acho que ele tá chorando de fome, hein?


Gostaria sim de podermos ficar sempre juntos, e assistir e gostar dos mesmos programas, mas é impossível e NORMAL.
Lucas gosta de alguns filmes violentos, e eu não deixo Luísa participar. Claro que não.
Eu, se tivesse tempo e vez (rs!), assistiria um bom episódio de "Sex and the City" toda noite. Sou APAIXONADA pela série.
E por fim, Luísa, que assiste um zilhão de vezes o mesmo DVD.

E assim vâmoquevâmo, aproveitando uma pausa aqui, um comercial ali, driblando a pequena, nem sempre felizes no drible, mas ainda, sempre juntos.

Bye bye mau humor

Tava aqui desde cedo pensando em como começar esse post.
Lembrei das minhas aulas de Técnicas de Redação, onde aprendi que toda história deve-se começar com um resumo geral do que você quer falar, depois um início, meio e conclusão.
Mas não vai ser assim.
Vou escrever as palavras do jeito que elas vierem na minha cabeça, pois acho que assim serei mais compreendida.

Com que frequência algumas mães se colocam a maltratar, violentar, bater e descontar seus problemas nos filhos? Como é que elas podem fazer isso? Será que não conseguem pensar que é possível reverter essa raiva em carinho?
Tudo o que tem que ser feito é:

PARAR UM MINUTINHO, RESPIRAR, DAR UM ABRAÇO BEM APERTADO E DEMORADO NO FILHO, UM BELO SORRISO, UMA GRACINHA, UMA BELA GARGALHADA SEM SE PREOCUPAR COM O TEMPO QUE ESSA ATITUDE POSSA DEMORAR, E DEPOIS RETOMAR AO QUE PRECISA SER FEITO.

Foi isso que fiz hoje cedo, e posso afirmar que foi muuuito bom.

Acordei irritada e de mau humor.
Por ter pensado que teria um dia mais sossegado, que poderia ler meus livros tranquilamente, e passar só um pouquinho de roupas da Luísa, e ver que na verdade teria bem mais que isso pra fazer, me apavorei e me irritei.
Aí Luísa acordou e pra ajudar - porque quando fico irritada, minha filha sente isso e "colabora" muito pra que eu continue irritada - não queria tomar banho, não queria tirar o pijama, não queria que eu abrisse a janela, não queria tomar as "gotinhas"...
Aí bastou pra eu alterar a voz com ela, mostrar que já cedo estava irritada e com pouquíssima paciência.
E foi com essa pouca paciência que consegui convencê-la a entrar pro banho. E aí, mais uma irritação: o tamanho do meu banheiro me irrita. Cacete, é pequeno demais pra nós duas. Então decidi que à partir de amanhã ela terá o banheiro de cima só pra ela, que é beeem maior que o de baixo.
Bem, mas voltando ao enredo da conversa, consegui, sem dramas, tirar a Luísa do chuveiro. Quando a peguei no colo, percebemos juntas no espelho, que na ponta do nariz dela havia uma bolinha de tinta azul. Ela quase que emburrou, mas com um mínimo que fiz pra esboçar um sorrisinho, ela já se soltou também numa boa risada. Morremos de rir juntas. Fizemos daquele pinguinho de tinta um ótimo motivo pra aliviar nossas tensões.

E foi aí que chegamos no quarto dela, "paramos um minutinho, respiramos, nos abraçamos bem apertado e demorado, nos demos um sorriso, fiz uma gracinha e ela deu uma bela gargalhada, sem nos preocupar com o tempo. E depois retomei ao que tinha que ser feito", que foi colocar o uniforme da escola, arrumar os cabelos e brincar um pouquinho antes do vovô Preto vir buscá-la.

O que quero dizer é que quando estamos sem paciência, vendo que vamos acabar descontando em quem não tem nada a ver, e principalmente se esse alguém for uma das pessoas mais importantes da nossa vida, PARE. DESLIGUE TUDO. FAÇA UM BEM E SÓ DEPOIS LIGUE TUDO NOVAMENTE E COMECE DE UM JEITO DIFERENTE.

Vale a pena.