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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Huuummmm...

Eu defendo sim a alimentação saudável, mas sem radicalismos, certo?
E então que ontem, nosso jantar foi arroz, feijão, ovo frito, linguiça e banana. Diga lá: alguém não gosta?
Luísa entrou na nossa e a-mou o cardápio! Boa brasileirinha!

Faltou a banana ok? Mas imaginem a banana. 

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Corrigindo o R

E então que Conrado, aquele amigo-amôi da Lú, que fala os Rs perfeitamente e exageradamente, se solidarizou e no próprio sábado do passeio, me ajudou a treinar os Rs com ela:
"- Ô Luísa, fala ba-Ra-ta.


- Ba-La-ta.


- Não. É ba-RRRRRRRa-ta.


- Baaaaaaaaaaaaa-La-ta.


- Fala ca-RRRRRRRRe-ta.


- Caaaaaaaa-Le-ta.


- Ca-dei-Ra.


- Ca-dê-La.


- Ô Luísa, fala pan pã Rã Rã Ran.


- Pan pã Lã Lã Lan.


- Não, Luísa. É pan pã Rã Rã RRRRRRRRan".


E ela:

- "Pan pan..."

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Que título daria...

...para este post, se você fosse uma mãe que, além de deixar a filha colar praticamente uma cartela inteira de adesivos grandes da Barbie em você - sim! eu disse em você! nas mãos, nas pernas, na camiseta, no relógio - ainda descesse no supermercado e na padaria desse jeito, toda adesivada, e só percebesse em casa?

(a) prestenção, mãe!
(b) olhe mais para si
(c) ninguém está te olhando
(d) a coisa tá feia

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Passear com filhos dos outros

Às vezes invento de buscar filho de amiga minha pra passear e fazer companhia pra Luísa, e sempre me divirto muito: com as conversas, com as tiradas, com os arranca-rabos, enfim...com a amizade infantil.
E porque filho dos outros não nos desobedecem. Filhos dos outros não fazem manha, se comportam e a gente até pode chamar a atenção deles sem o menor constrangimento. É legal! Experimente!

Lulú tem um amiguinho que ela chama de amôi. O Conrado. Ou Con.
Como a mãe dele - muuuuuuuuuuuito minha amiga -  trabalha aos sábados até mais tarde, não me custa nada levá-lo pra passear com a gente, já que é uma criança super obediente, educada, e acima de tudo, Luísa adora.

Prefiro ir a lugares sem muita aglomeração de gente, porque mooooooorro de medo da criança sumir, e geralmente acabo me preocupando mais com o filho dos outros, do que com a minha própria.

Mas algumas das tiradas do final de semana foram:

Conrado para Luísa: "Luísa, acho que a gente não devia seR namoRados (ele fala o R supeR bem!). A gente ainda é cRiança!"

Luísa para Conrado: "Ah, Con, mas eu gosto tanto de você! Você é tão lindo! Né, mãe? Ele não é uma belezinha?"

Formiga morde o pé da Luísa e ela surta, chora, grita, esperneia! Conrado para ela: "Coitadinha de você, Luísa! Será que você vai conseguiR andaR?"

Conrado pedindo algodão doce: "Ô Tia Nanda, eu queRo alRRodão doce"


Conrado percebe uma crista de moicano na cabeça de um avestruz (acho que era avestruz!) e diz: "Ô Tia Nanda, ele tem cabelo morecano!"

Com o passar das horas, as crianças começam a ficar cansadas e com sono, e aí o bicho começa a pegar, né? Luísa comenta: "Ô Con, é o sono que faz isso com a gente, né?"


Final do passeio, levo Conrado de volta pra casa. Luísa fica inconformada por ter que se separar do amigo, chora um pouco, mas em menos de 1 minuto já está dormindo no cadeirão.
Valeu o dia, o passeio e a companhia do amigo.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

"A" de...

Não tem jeito melhor que começar o dia com uma tirada engraçadinha da filha, tem? Olha só:
No banho, Luísa pergunta:
-"A de quê, mamãe?"
-"A de amor, de tia Ana, de avião, de azul..."
E aí ela vem:
-"A de amarelo, e de I love you!"
Tem como não sorrir!
Tem como não querer que o dia seja assim, cheio de sol?
Beijos e um super ensolarado final de semana pra todo mundo!!

A de I love you. Que-de-mais!


quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Pedido de socorro e dois tombos seguidos

Dois tombos da cama, muita disposição da filha e muita preguiça do pai.
Este é o resumo do feriado que passou.

Vem cá:
Será que sou só eu que canso de ouvir "MÃE" e todas as suas variações, o-tem-po-to-do?
E será que é só o meu marido que de vez em quando se finge de surdo?
Por que será que os filhos, nesta fase, só querem saber da mãe? E o pai? Dá pra chamar ele um pouquinho?
Alguém me ajuda? Alguém me dá férias? Please!
*
*
E aí o feriado acaba, tudo volta ao normal, a filha volta pra escola e eu fico aqui, com uma saudaaaaaade!
*
*
Os tombos foram novidade por aqui.
O primeiro foi no domingo a noite. Luísa pulava, cantava e dançava em cima da minha cama, até que "BÚM" caiu. O susto foi grande, porque ainda chorando, ela fez xixi (de susto, acho) e depois vomitou (leite com chocolate). Então até chegar toda a informação na minha cabeça de que só deveria me preocupar muito e sair correndo desesperadamente se ela tivesse vomitado sangue ou tivesse tido convulsão, me preocupei um bocado.
O segundo tombo foi na segunda, só que desta vez ela estava dormindo e caiu.
Deste tombo ela nem lembra.

domingo, 13 de novembro de 2011

Ensina-se preconceito

Tia da escola, para mim:
"Mãe, hoje a coordenadora chamou a atenção da Luísa, porque ela falou para a Aninha* que ela é nega. Aí a Aninha foi se encolhendo e nem quis mais brincar. A tia falou pra ela que não pode ter preconceito, que a única diferença é a cor da pele, mas que.......bláblábláblá...".

Eu, para a tia da escola:
"Tia, em primeiro lugar, entendo que esta fase é de descobertas e associações da Luísa, e há um mês atrás, ela veio me dizer que a Aninha é PÊTA. Eu expliquei à ela que PRETO é só o apelido do vovô, e que a amiguinha é NEGRA, assim como o PAI dela (da Luísa) é negro, o vô PRETO é negro, o tio Hélio é negro. Ela entendeu e à partir daí começou a falar direitinho, me apontando os negros conhecidos. Inclusive a Aninha.
Em segundo lugar, a cor da pele não é tratada como diferença lá em casa. Aliás, nem é tratada, sabe! Porque para a Luísa, tudo isso é muito normal. Ela convive com brancos e negros NORMALMENTE!
Em terceiro lugar, ela disse que a Aninha é NEGA porque ela ainda não fala o "R" direito. Porque eu tenho certeza que ela quis dizer NEGRA.
E por último, a Aninha é negra mesmo, e quem deve trabalhar isso são os pais DELA, que são brancos! A minha filha já é NATURALMENTE trabalhada, convivida, e amada, por brancos e negOS." 


Observações:
1- Aninha é o nome fictício da amiguinha da Luísa.
2- Aninha foi adotada por um casal branco, aos 8 meses de vida.
3- Meu marido (NEGRO) disse que eu falei tudo o que deveria falar.
Humpf!


Tá vendo onde começam a aprender o que é preconceito?