No banho:
-"Lulu´, vamos lavar essa perereca?"
-"Mãe, por favor, pára de chamar minha periquita de perereca!"
Risos. Muitos risos.
-"Ok, filha, mas você sabe qual é o verdadeiro nome da periquita? É vagina."
Risinhos.
-"E como chama o pipi do papai, de verdade?"
-"É pênis, filha. "
Sábado à noite, voltando do restaurante para casa, pergunto, em tom de "chamada oral":
-"Filha, como é mesmo o nome verdadeiro da periquita?"
-"Hummm, não lembro.."
E dou a dica:
-"É vaaaaa-....."
E ela:
-".....-selina!!!"
Eilá.
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quarta-feira, 11 de junho de 2014
terça-feira, 3 de junho de 2014
Professorinha
Brincando de professora com Luísa, (ela, a professora, lógico!) tomei um susto:
-"Presta atenção agora, porque vou te ensinar o que é onomatopéia."
.
-"Presta atenção agora, porque vou te ensinar o que é onomatopéia."
.
domingo, 1 de junho de 2014
Medindo palavras em 3,2,1...
Ontem à noite, voltando de um restaurante, brincávamos de soletrar palavras, já que a boa notícia é : Luísa já sabe ler. Ou eu, ou meu marido dávamos a palavra e Luísa soletrava direitinho. E eram palavras difíceis, como GATINHO (o NH ela não tem mais dificuldades...), ELEVADOR, ESTACIONAMENTO (o C e o S ela ainda confunde...), RESTAURANTE, etc...Palavras longas, no geral.
Eis que eu, já querendo acabar com a brincadeira, dito:
-"Esta eu quero ver! Você não vai acertar: PARALELEPÍPEDO!"
E Luísa, empolgadíssima e rindo, vai:
-"P-A-R-A-L-E-L-E-P-Í-P-E-D-O!"
Maridão, todo orgulhoso, feliz e rindo muito da minha desvantagem, solta esta, super empolgado:
-"HAHAHAHA.....SIFUDEO, Nanda! HAHAHAHA..."
E Luísa:
-"HAHAHAHA....S-I-(FU)F-U-D-E-U! HAHAHA....EU SOLETREI "SIFUDEU, MAMÃE!"
********
Mas o negócio é o seguinte:
O fato de Luísa saber ler, já está me impedindo de escrever algumas coisas. Esses dias, ela me chamou a atenção por eu ter escrito na Revista Na Mochila, sobre a história do "dedo do meio". Disse que todos os amigos dela vão ler e rir dela. Olha só. E não é mesmo?
Conseguimos e podemos (ou nem podemos tanto assim...) expor nossos filhos até uma certa idade. À partir do momento que eles começam a entender aquilo, avaliar e a pensar, não dá mais. Eles se sentem expostos e incomodados de verdade. Então, vamos respeitá-la e vamos guardar as pérolas que ainda estão por vir, aos mais íntimos só.
Mas esta última eu tinha que compartilhar.
Eis que eu, já querendo acabar com a brincadeira, dito:
-"Esta eu quero ver! Você não vai acertar: PARALELEPÍPEDO!"
E Luísa, empolgadíssima e rindo, vai:
-"P-A-R-A-L-E-L-E-P-Í-P-E-D-O!"
Maridão, todo orgulhoso, feliz e rindo muito da minha desvantagem, solta esta, super empolgado:
-"HAHAHAHA.....SIFUDEO, Nanda! HAHAHAHA..."
E Luísa:
-"HAHAHAHA....S-I-(FU)F-U-D-E-U! HAHAHA....EU SOLETREI "SIFUDEU, MAMÃE!"
********
Mas o negócio é o seguinte:
O fato de Luísa saber ler, já está me impedindo de escrever algumas coisas. Esses dias, ela me chamou a atenção por eu ter escrito na Revista Na Mochila, sobre a história do "dedo do meio". Disse que todos os amigos dela vão ler e rir dela. Olha só. E não é mesmo?
Conseguimos e podemos (ou nem podemos tanto assim...) expor nossos filhos até uma certa idade. À partir do momento que eles começam a entender aquilo, avaliar e a pensar, não dá mais. Eles se sentem expostos e incomodados de verdade. Então, vamos respeitá-la e vamos guardar as pérolas que ainda estão por vir, aos mais íntimos só.
Mas esta última eu tinha que compartilhar.
terça-feira, 20 de maio de 2014
Quem nunca quis usar óculos?
Se você pensou que esta é uma foto de uma criança brincando em seu carrinho de bebê, fingindo ser um bebê, se enganou. Trata-se de uma criança brincando sim, em seu carrinho de bebê, só que ela está fingindo ser uma cadeirante.
****
Quem nunca quis absurdamente, na infância, usar óculos de grau? E aparelho nos dentes, então? Eu particularmente, queria muito usar muletas!
Lembro perfeitamente do dia em que a menina mais bonita da escola - e olha que eu devia estar lá pela quinta série já! - chegou de muletas, porque havia quebrado o pé. Lembro dos bedéis todos ajudando-a subir e descer as escadas, e do menino mais bonito do colégio segurando a muleta para que ela pudesse se sentar. Ai que inveja.
Mas como tenho uma filha exagerada - e como diz minha prima: uma mamute! - um par de muletas não lhe bastariam. O que ela quer mesmo é usar uma cadeira de rodas. E óculos de grau. E aparelho nos dentes...
****
Marido fica louco!
"Luísa, minha filha, nem brinque com uma coisa dessas!"
Enquanto que comigo, a coisa é mais tranquila:
"Deixa a menina, amor. Eu brinquei tanto disso quando era criança. Não tem problema algum."
E realmente não tem.
****
Na classe dela tem uma amiguinha que começou a usar óculos de grau, outra coisa que Luísa anda me atormentando. Já arrumou até uma dor no olho direito, e mais:
"Mamãe, preciso ir num oculista. Não tô conseguindo enxergar com este olho aqui, ó. Preciso fazer um exame de vista, urgente."
Exame de vista! Vê se pode?
Na dúvida, marquei um oftalmo.
Sei que metade disso é só vontade de usar um óculos rosa bem bonito, mas como ela começou a ler recentemente, não custa examinar, né?
****
Em nossa última visita ao dentista, Luísa fez a maior cara de decepção, quando fomos informadas que ela dificilmente precisará de aparelho nos dentes.
****
Obs.: Realizei meu "sonho" de usar muletas depois de grande, quando, caminhando, torci meu pé e precisei engessá-lo.
Coisa mais chata!
sexta-feira, 25 de abril de 2014
Barco pipa
Não que eu seja exibida, nem ache que Luísa é a criança mais incrível do mundo...bem, ela é a mais incrível do MEU mundo, sim. Mas as crianças são, acima de tudo, fantásticas, e as de hoje em dia, mais ainda. A inteligência e a atenção às coisas, superam qualquer birra, chatice ou manha.
Aulinha do dia:
-"Mãe, você sabia que existe barco pipa?"
Eu, toda com pressa, porque já estávamos atrasadas para o cabeleireiro, respondi daquele jeito meio desatencioso, apressado, um "não sabia não. como é?"
-"Então. É como um caminhão pipa, mas é um barco, que carrega no deck inferior água e mangueira, e quando ele vai para um rio ou um mar que tá sem água, ele coloca água lá."
DECK INFERIOR, gente! Até tropecei no estacionamento de tanta gostosura e orgulho. Orgulho dela estar crescendo, por estar se interessando pelo que, provavelmente a professora está lhe ensinando, e mais ainda, do prazer em compartilhar comigo aquilo. Eu disse, toda orgulhosa, que não sabia daquilo, e que estava muito feliz por ela ter me ensinado sobre os barcos pipas.
Procurei no Google se realmente existem barcos pipas e não encontrei nada, mas que a explicação dela foi boa, ninguém pode negar...
Aulinha do dia:
-"Mãe, você sabia que existe barco pipa?"
Eu, toda com pressa, porque já estávamos atrasadas para o cabeleireiro, respondi daquele jeito meio desatencioso, apressado, um "não sabia não. como é?"
-"Então. É como um caminhão pipa, mas é um barco, que carrega no deck inferior água e mangueira, e quando ele vai para um rio ou um mar que tá sem água, ele coloca água lá."
DECK INFERIOR, gente! Até tropecei no estacionamento de tanta gostosura e orgulho. Orgulho dela estar crescendo, por estar se interessando pelo que, provavelmente a professora está lhe ensinando, e mais ainda, do prazer em compartilhar comigo aquilo. Eu disse, toda orgulhosa, que não sabia daquilo, e que estava muito feliz por ela ter me ensinado sobre os barcos pipas.
Procurei no Google se realmente existem barcos pipas e não encontrei nada, mas que a explicação dela foi boa, ninguém pode negar...
quarta-feira, 23 de abril de 2014
Delícias da maternidade
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| Minha figurinha |
sexta-feira, 4 de abril de 2014
Passeio frustrado
O primeiro passeio com a turminha da escola nova foi inesquecível. Sabem por quê? Porque ela não foi no passeio. De castigo. E posso afirmar que, apesar da dor - como doeu em mim! - foi a melhor atitude que poderia ter tomado.
Aborrecentezinha precoce de tudo, daquelas que já batem porta de quarto, pedem pra ficar sozinha e ainda grita. Hunf! Sei. Tive que dar um jeito. Ou, pelo menos, o pontapé inicial para uma grande "batalha" por uma boa educação. Luísa anda muito desobediente.
Mas a gota d'água foi o seguinte:
há algumas semanas atrás, percebi que ela estava deixando de comprar lanche no intervalo, para ir à papelaria do colégio comprar adesivinhos. O que fiz? Logo de cara, a proibi de entrar na tal "lojinha", dizendo que escola não era lugar de comprar coisas - lápis bonitinho, borrachinhas perfumadas e muito menos, adesivinhos..
Obs.: às sextas-feiras, as crianças dos primeiros anos podem levar dinheiro para a escola, para que comprem os lanches na cantina. Nos outros dias, somente a lancheira com lanche de casa.
Semana passada, mesmo sabendo que não era para ir na lojinha, Luísa foi. E comprou adesivinhos. De unhas! Quando a professora me chamou para contar que ela a havia desobedecido também, pronto: foi o que me bastou.
"Preciso dar um castigo maior do que o de não ver televisão". E foi quando lembrei do passeio da escola, que aconteceria dois dias depois.
"Será de doer".
E foi.
Em nós duas.
Não! Acho que mais em mim até...
Luísa chorou muito, mas muito mesmo, quando soube que não iria mais:
"Mas eu preciiiiiiso ir no Teatro Municipal ver a Turma da Mônica, mamãe!!"
"Eu aaaaaaaamo a Turma da Mônica, mãe!!"
"Só eu que não vou da minha classe, mamãe!!"
"Eu quero minha turma, mamãe!!"
"Desculpa, mamãe!!"
"Então eu nunca mais quero ir naquela escola mais chata do mundo!!"
E assim foi. Até que se cansou de me ouvir repetir que ela não iria, por culpa dela mesma.E que não me desobedecesse mais.
E se fiquei com remorço? Não. Estou convencida de que fiz o mais certo que podia, no momento certo. Trabalho com crianças e ouço umas coisas que me deixam de cabelo em pé. Vejo crianças um pouco mais velhas que Luísa, respondendo os mais velhos como se fossem seus amiguinhos, na maior intimidade e naturalidade e sem a menor educação. Um exemplo disso aconteceu esses dias mesmo, na escola, quando lembrando uma aluna sobre a aula de reposição do dia seguinte, ela veio com a seguinte resposta: "não venho porque não tem quem venha me buscar depois, mas se você me pagar um táxi de volta pra casa, eu posso até pensar". Vejam isso! Eu, sinceramente, não admito.
Só pra terminar o meu relato, depois do castigo, até acho que Luísa está mais "pensativa" antes de falar ou fazer alguma coisa que, certamente, ela sabe que eu desaprovaria. Não que acabou por aqui. Cetreza que o trabalho é de formiguinha, mas, o primeiro pontapé, eu já dei.
Aborrecentezinha precoce de tudo, daquelas que já batem porta de quarto, pedem pra ficar sozinha e ainda grita. Hunf! Sei. Tive que dar um jeito. Ou, pelo menos, o pontapé inicial para uma grande "batalha" por uma boa educação. Luísa anda muito desobediente.
Mas a gota d'água foi o seguinte:
há algumas semanas atrás, percebi que ela estava deixando de comprar lanche no intervalo, para ir à papelaria do colégio comprar adesivinhos. O que fiz? Logo de cara, a proibi de entrar na tal "lojinha", dizendo que escola não era lugar de comprar coisas - lápis bonitinho, borrachinhas perfumadas e muito menos, adesivinhos..
Obs.: às sextas-feiras, as crianças dos primeiros anos podem levar dinheiro para a escola, para que comprem os lanches na cantina. Nos outros dias, somente a lancheira com lanche de casa.
Semana passada, mesmo sabendo que não era para ir na lojinha, Luísa foi. E comprou adesivinhos. De unhas! Quando a professora me chamou para contar que ela a havia desobedecido também, pronto: foi o que me bastou.
"Preciso dar um castigo maior do que o de não ver televisão". E foi quando lembrei do passeio da escola, que aconteceria dois dias depois.
"Será de doer".
E foi.
Em nós duas.
Não! Acho que mais em mim até...
Luísa chorou muito, mas muito mesmo, quando soube que não iria mais:
"Mas eu preciiiiiiso ir no Teatro Municipal ver a Turma da Mônica, mamãe!!"
"Eu aaaaaaaamo a Turma da Mônica, mãe!!"
"Só eu que não vou da minha classe, mamãe!!"
"Eu quero minha turma, mamãe!!"
"Desculpa, mamãe!!"
"Então eu nunca mais quero ir naquela escola mais chata do mundo!!"
E assim foi. Até que se cansou de me ouvir repetir que ela não iria, por culpa dela mesma.E que não me desobedecesse mais.
E se fiquei com remorço? Não. Estou convencida de que fiz o mais certo que podia, no momento certo. Trabalho com crianças e ouço umas coisas que me deixam de cabelo em pé. Vejo crianças um pouco mais velhas que Luísa, respondendo os mais velhos como se fossem seus amiguinhos, na maior intimidade e naturalidade e sem a menor educação. Um exemplo disso aconteceu esses dias mesmo, na escola, quando lembrando uma aluna sobre a aula de reposição do dia seguinte, ela veio com a seguinte resposta: "não venho porque não tem quem venha me buscar depois, mas se você me pagar um táxi de volta pra casa, eu posso até pensar". Vejam isso! Eu, sinceramente, não admito.
Só pra terminar o meu relato, depois do castigo, até acho que Luísa está mais "pensativa" antes de falar ou fazer alguma coisa que, certamente, ela sabe que eu desaprovaria. Não que acabou por aqui. Cetreza que o trabalho é de formiguinha, mas, o primeiro pontapé, eu já dei.
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