Durmo cansada e ainda acordo cansada e com todos os ossos doendo.
Passo o dia bem, mas quando acaba o expediente, acabam-se também minhas pilhas e meu bom humor.
Ontem cheguei em casa tão cansada que não fui capaz de dar banho na Luísa. Única coisa que pensei foi ela não vai morrer se ficar uma noite sem tomar banho.
Fui me atrever a passar umas roupas da Lú em cima da cama, e adivinha? O ferro escapou da minha mão e caiu na minha perna. Merda.
Tô com a última parcela do apartamento atrasada por pura preguiça de ir até o banco fazer o depósito.
Não consigo fazer minha dieta porque acho mais fácil passar manteiga no pão do que colocar sal no bife e na salada, que já vem lavada.
Ginástica não tenho pique nem tempo pra começar.
Depilação? Pra quê?
Parar de comer unha? Aff, não precisa!
Antes levava Lulú na natação aos sábados e aos domingos íamos ao parque, ao shopping, ao teatro. Ultimamente temos ficado na casa da minha mãe, eu sentada na rede e ela procurando o que fazer.
Me irrito com ela com facilidade.
Depois quando ela dorme, bate aquela dor na consciência, aquela vontade de acordá-la pra poder brincar...
Nossa, preciso fazer alguma coisa.
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terça-feira, 30 de novembro de 2010
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Poucas e boas
E vá convencer a Luísa que filhote de cachorro não é macaco.
Katy, minha poodle pariu e deu à luz seis lindos e completamente pretinhos viralatinhas. Vem Luísa e solta essa:
-"Nossa, mãe, quantos macacos!!"
Depois de um tempo, falei pra ela pra gente dar um nome a um dos cachorrinhos. E ela:
-"Cachorro"!
-"Não filha. Olha pra ele. Ele tem carinha de que?"
E ela mais uma vez:
-"Humm, macaco!"
Agora entendeu que filhote de cachorro é cachorrinho e de macaco é macaquinho. E tá apaixonada por eles, como já contei aqui no blog.
*****************************
Aniversário dela se aproximando, e a mais nova onda é me ameaçar:
-"Se você não me obedecer, não vai na minha féta!"
É mole? E eu tenho que escutar isso!
E por falar em festa, uma amiga me perguntou o que ela poderia dar pra Lulú. E eu, mais que humilde e educada respondo que não precisa se incomodar, que só a presença do Conrado amiguinho dela já basta, mas arrisquei a dica:
-"Dá o que você achar parecido com ela. Se achar um monstrinho nas prateleiras pode comprar!"
Luísa tá impossível!
Katy, minha poodle pariu e deu à luz seis lindos e completamente pretinhos viralatinhas. Vem Luísa e solta essa:
-"Nossa, mãe, quantos macacos!!"
Depois de um tempo, falei pra ela pra gente dar um nome a um dos cachorrinhos. E ela:
-"Cachorro"!
-"Não filha. Olha pra ele. Ele tem carinha de que?"
E ela mais uma vez:
-"Humm, macaco!"
Agora entendeu que filhote de cachorro é cachorrinho e de macaco é macaquinho. E tá apaixonada por eles, como já contei aqui no blog.
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Aniversário dela se aproximando, e a mais nova onda é me ameaçar:
-"Se você não me obedecer, não vai na minha féta!"
É mole? E eu tenho que escutar isso!
E por falar em festa, uma amiga me perguntou o que ela poderia dar pra Lulú. E eu, mais que humilde e educada respondo que não precisa se incomodar, que só a presença do Conrado amiguinho dela já basta, mas arrisquei a dica:
-"Dá o que você achar parecido com ela. Se achar um monstrinho nas prateleiras pode comprar!"
Luísa tá impossível!
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Consumismo de mãe pra filha
Não sei se já comentei aqui que quando a Luísa nasceu, minha depressão pós parto se manifestou em forma de consumismo absurdado. Não podia ver nada de crianças que já comprava. Era roupa, brinquedo, preslhinhas, enfim, era sair e gastar. Tem até um episódio que gosto de contar, que foi quando voltei toda feliz pra casa porque havia conseguido ir ao shopping com meu irmão e não ter comprado absolutamente nada. Mas foi chegar em casa, abrir a internet, entrar num desses sites famoosos de compras
, e pronto. F&$u¨%&deu! Comprei!
Mas essa fase já passou, graças à Deus, à mim, ao meu marido, ao rombo na minha conta bancária e à minha percepção de que Luísa se divertia mais com as embalagens do que com o conteúdo propriamente dito. Fato que ocorre com a grande maioria das crianças, certo? Pois bem.
E hoje no site bebê.com li uma reportagem da colunista e pedagoga Tita Belliboni à respeito de filhos x consumo. Lá ela dá algumas dicas de como não influenciar nossos filhos nos dias de hoje. Vou listar aqui algumas linhas do que ela diz:
"Algumas razões bem claras contribuem para esse comportamento: as crianças hoje participam do nosso cotidiano praticamente o tempo todo. Assim, nos acompanham ao supermercado e nos assistem encher aquele carrinho todo com “compras”, vão conosco ao shopping e muito provavelmente presenciam mais “compras” e até mesmo a nossa alegria e o nosso prazer na loja de sapatos."
Luísa aaaaaaaaaaaaama sapatos!
" Elas entendem, dentro da sua possibilidade, que adquirir é fácil e que se você compra um montão de “brinquedos” pra você por que ela ficaria sem?"
" Só aí encontramos vários motivos para aprender a consumir porque realmente a criança ainda não tem conhecimentos importantes para compreender diferenças. Como ensinar? No supermercado, como em todas as situações em que agimos na frente das crianças “explicar”, explicar e explicar ajuda muito! “Você vai com a mamãe ajudar nas compras pra nossa casa?”. Deixe com que o pequeno participe e assim compreenda que aquele carrinho “lotado” de delícias é pra todos e mesmo aquilo que não parece atraente, como a sessão de produtos de limpeza, por exemplo, serve para deixar nossa casa limpinha, cheirosa etc. "
"Vejo muitas mães querendo impor limites, dizendo: “Você pode escolher uma coisa pra você”. Dessa forma, também estará registrando e tornando regra que todas as vezes que sair ou acompanhar uma compra terá direito a voltar com algo pra casa."
"Vamos tentar trocar o ter por viver alguma coisa gostosa? Podemos tomar um sorvete. É um presente? É! Mas é vivido, experimentado, saboreado, curtido, dividido. Levamos para casa a sensação, e não mais um objeto que se perderá em poucos dias. "
Pra quem quiser ler a reportagem toda entra lá no site.
Pra mim serviu bastante, já que às vezes a gente se vê sem saída.
Mas essa fase já passou, graças à Deus, à mim, ao meu marido, ao rombo na minha conta bancária e à minha percepção de que Luísa se divertia mais com as embalagens do que com o conteúdo propriamente dito. Fato que ocorre com a grande maioria das crianças, certo? Pois bem.
E hoje no site bebê.com li uma reportagem da colunista e pedagoga Tita Belliboni à respeito de filhos x consumo. Lá ela dá algumas dicas de como não influenciar nossos filhos nos dias de hoje. Vou listar aqui algumas linhas do que ela diz:
"Algumas razões bem claras contribuem para esse comportamento: as crianças hoje participam do nosso cotidiano praticamente o tempo todo. Assim, nos acompanham ao supermercado e nos assistem encher aquele carrinho todo com “compras”, vão conosco ao shopping e muito provavelmente presenciam mais “compras” e até mesmo a nossa alegria e o nosso prazer na loja de sapatos."
Luísa aaaaaaaaaaaaama sapatos!
" Elas entendem, dentro da sua possibilidade, que adquirir é fácil e que se você compra um montão de “brinquedos” pra você por que ela ficaria sem?"
" Só aí encontramos vários motivos para aprender a consumir porque realmente a criança ainda não tem conhecimentos importantes para compreender diferenças. Como ensinar? No supermercado, como em todas as situações em que agimos na frente das crianças “explicar”, explicar e explicar ajuda muito! “Você vai com a mamãe ajudar nas compras pra nossa casa?”. Deixe com que o pequeno participe e assim compreenda que aquele carrinho “lotado” de delícias é pra todos e mesmo aquilo que não parece atraente, como a sessão de produtos de limpeza, por exemplo, serve para deixar nossa casa limpinha, cheirosa etc. "
"Vejo muitas mães querendo impor limites, dizendo: “Você pode escolher uma coisa pra você”. Dessa forma, também estará registrando e tornando regra que todas as vezes que sair ou acompanhar uma compra terá direito a voltar com algo pra casa."
"Vamos tentar trocar o ter por viver alguma coisa gostosa? Podemos tomar um sorvete. É um presente? É! Mas é vivido, experimentado, saboreado, curtido, dividido. Levamos para casa a sensação, e não mais um objeto que se perderá em poucos dias. "
Pra quem quiser ler a reportagem toda entra lá no site.
Pra mim serviu bastante, já que às vezes a gente se vê sem saída.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Marido também é papo de mãe
Ontem reclamei pro meu marido sobre a louça do almoço que ele tinha deixado sem lavar na pia.
Disse que de vez em quando ele podia sim lavar a louça, e blábláblá.
Resultado: hoje chegamos todos mais cedo em casa, marido já foi pra cozinha, lavou a louça que estava lá, preparou o jantar pra nós três, e ainda de quebra deu banho na Lulú, colocou pijama nela e só não a colocou pra dormir porque ela realmente não quis.
Exemplo, né? Morram de inveja!!
E ainda de quebra ainda prepara o café da manhã aos sábados e domingos, e só me chama quando está tudo na mesa, inclusive o meu pão quentinho. Meu único trabalho é adoçar o leite e passar manteiga no pão.
Claro que ele não é perfeito, mas que é um anjo, isso é.
Disse que de vez em quando ele podia sim lavar a louça, e blábláblá.
Resultado: hoje chegamos todos mais cedo em casa, marido já foi pra cozinha, lavou a louça que estava lá, preparou o jantar pra nós três, e ainda de quebra deu banho na Lulú, colocou pijama nela e só não a colocou pra dormir porque ela realmente não quis.
Exemplo, né? Morram de inveja!!
E ainda de quebra ainda prepara o café da manhã aos sábados e domingos, e só me chama quando está tudo na mesa, inclusive o meu pão quentinho. Meu único trabalho é adoçar o leite e passar manteiga no pão.
Claro que ele não é perfeito, mas que é um anjo, isso é.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Selo e questionário rápido
Barzinho ou balada?
Ultimamente, pizza em casa!
Beijo na boca ou abraçao?
Abração, independente de quem seja!
Café ou coca-cola?
Humpf! Coca, né!
Limonada ou caipirinha?
Depende do dia
Salto alto ou resteirinha?
Também depende...dos meus dedinhos
Batom ou rímel?
Ultimamente os dois..pelo menos isso!
Frango ou peixe?
Mignon
Calça jeans ou saia?
No verão, saia. No inverno, calça jeans
Cinema ou praia?
Praia
Livro ou TV?
Raquel, te plagiei em dois sentidos hoje. Copiei as perguntas do teu blog descaradamente, e a sua escolha: internet
********************************
Observação rápida: dia sobrecarregado, cheio de coisas pra fazer ao mesmo tempo. Resultado: mulher extremamente irritada. Por este motivo, vou ali, já volto, dar atenção à Lulú, e relaxar.
Ultimamente, pizza em casa!
Beijo na boca ou abraçao?
Abração, independente de quem seja!
Café ou coca-cola?
Humpf! Coca, né!
Limonada ou caipirinha?
Depende do dia
Salto alto ou resteirinha?
Também depende...dos meus dedinhos
Batom ou rímel?
Ultimamente os dois..pelo menos isso!
Frango ou peixe?
Mignon
Calça jeans ou saia?
No verão, saia. No inverno, calça jeans
Cinema ou praia?
Praia
Livro ou TV?
Raquel, te plagiei em dois sentidos hoje. Copiei as perguntas do teu blog descaradamente, e a sua escolha: internet
********************************
Observação rápida: dia sobrecarregado, cheio de coisas pra fazer ao mesmo tempo. Resultado: mulher extremamente irritada. Por este motivo, vou ali, já volto, dar atenção à Lulú, e relaxar.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Pagando a língua
Luísa não sai sozinha "sem eu". Explico: se estamos na casa da vovó e o tio resolve dar uma volta com a tão amada namorada, Luísa é convidada mas não vai. Só vai se eu for. Uma dependência total.
Mas sexta-feira, reunião de vizinhos no meu ap, e a vizinha da frente toda prestativa - um amor - se prontifica a ficar com a Luísa sempre que eu precisar, a qualquer hora, qualquer dia, de qualquer jeito. E eu retruco:
-"Ah bom seria se ela ficasse mesmo!"
E só pra confimar, ameaço:
-"Lú, mamãe vai sair um pouco, buscar o papai no trabalho. Você espera aqui com o Gábi?"
E ela, viadinha:
-"Sim, pode ir mamãe. Eu vou ficar aqui com o Gábi."
Outra:
Esses dias num churrasco na casa de amigos. Dono da casa pergunta se Luísa quer um Danone. Eu digo que não, porque ela não curte muito. Mas arrisco:
-"Lú, quer um Danone?"
Ela não só quis, como tomou dois!
Como disse a Carol, num comentário para a Camila, "ser mãe é tomar uma chuva de cuspe diariamente".
Mas sexta-feira, reunião de vizinhos no meu ap, e a vizinha da frente toda prestativa - um amor - se prontifica a ficar com a Luísa sempre que eu precisar, a qualquer hora, qualquer dia, de qualquer jeito. E eu retruco:
-"Ah bom seria se ela ficasse mesmo!"
E só pra confimar, ameaço:
-"Lú, mamãe vai sair um pouco, buscar o papai no trabalho. Você espera aqui com o Gábi?"
E ela, viadinha:
-"Sim, pode ir mamãe. Eu vou ficar aqui com o Gábi."
Outra:
Esses dias num churrasco na casa de amigos. Dono da casa pergunta se Luísa quer um Danone. Eu digo que não, porque ela não curte muito. Mas arrisco:
-"Lú, quer um Danone?"
Ela não só quis, como tomou dois!
Como disse a Carol, num comentário para a Camila, "ser mãe é tomar uma chuva de cuspe diariamente".
sábado, 20 de novembro de 2010
Se até o marido mente...
Porque, se até o marido mente, como é que a pequena não vai inventar?
Em primeiro lugar, agradeço muito as meninas que comentaram o post anterior. Todas vocês quatro me ajudaram e me deram idéias ótimas, porque sinceramente acho que vale tudo, desde Piaget, à conversas sérias e historinha do Pinóquio. Adorei mesmo, vocês são muito queridas.
História engraçada: minha cachorra, que desde que me "casei", fica na casa da minha mãe, pariu! Seis "filotinhos" lindos, que Luísa está apaixonada! E aí, de repente, surgiu a minha pergunta e a possibilidade de levarmos um pro apartamento, já que este não deverá ficar muito grande. O caso é que quando comentei minha possível decisão, marido só disse o seguinte:
-" Pensa bem, amor, porque a gente não fica em casa o dia inteiro, cachorro vai ficar sozinho, mas sei lá." E morreu o assunto. Qualquer pessoa entenderia que o resumo do que ele disse foi exatamente "você que sabe".
Bom, hoje fui buscá-lo na aula de reflexologia e, me contando empolgado que o colega de sala abriu um pet shop e que ele falou pro cara assim:
-" Não gosto de cachorro não! Aliás, lá em casa tá a maior briga porque minha mulher quer pegar um cachorrinho pra Luísa e eu falei que não tenho tempo pra cuidar de cachorro. Quero só ver!"
Na mesma hora falei pra ele:
-"Nossa, amor. Do jeito que você falou dá a impressão de que a gente tá brigando muito porque eu quero um cachorro. Que horror! O que o cara vai pensar?"
Enfim, chegamos na casa da minha mãe, Luísa já correu pegar os "filotinhos" da Caty e chamou o pai dela pra ver o "Bidu". E aí vai a papagaiada:
-"Ih, amor, pelo jeito esse Bidu já tem dona, hein?"
- "Não. Minha mãe disse que é melhor a gente não..." Ele me cortou:
- "Não? Por que não? Sua mãe não quer dar o cachorro pra Luísa? Por que?"
Esse "não" foi tão inconformado, mas tão decepcionado, que entregou a vontade do marido em levar o cachorro pra casa, mais até que a própria Luísa.
E, assim, pelo jeito, o Bidu já tem dona mesmo.
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