Ontem estávamos na padaria, e Luísa se empolgou com um coleguinha da escola que também estava lá, e, brincando de correr e se esconder (brincadeira mais adequada para uma padóca, não?), resolveu sair correndo pra rua, e
sei-lá-o-que quase poderia ter acontecido com ela se ela tivesse realmente ido pro meio da rua.
Viadinha de menina!
Que raiva que fiquei dela!
E o pior é que eu estava de salto
muito alto, e não consegui correr o suficiente pra alcançá-la logo ali na porta. Tive que correr bastante. Cretina de menina!
Sabe quando você tem a impressão de que ela não vai pro meio da rua, mas de repente ela vai sim, e você pensa que não terá carro pra passar por cima dela naquela hora, mas ao mesmo tempo imagina uma desgraça
que nem vou escrever aqui.....pois bem! Quando alcancei a danadinha na calçada, que graças a Deus não saiu pra rua, senti uma mistura de alívio, de raiva e uma vontade de chorar. Na verdade mais raiva que alívio! E uma vontade gigante de chorar!
Peguei ela no colo, tremendo desse sentimento todo que contei, e "enfiei" ela no carro, sem falar nada. Tava tão assustada e nervosa que nem consegui brigar. Só depois que falei um pouquinho e fiz ela prometer que não sairia mais correndo daquele jeito.
Hoje, na mesma padaria, antes de descer do carro ela me disse:
-"Mamãe, eu não vô corrê. Eu vô...eu vô...eu vô andá só, tá?"