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sexta-feira, 4 de abril de 2014

Passeio frustrado

O primeiro passeio com a turminha da escola nova foi inesquecível. Sabem por quê? Porque ela não foi no passeio. De castigo. E posso afirmar que, apesar da dor - como doeu em mim! - foi a melhor atitude que poderia ter tomado.

Aborrecentezinha precoce de tudo, daquelas que já batem porta de quarto, pedem pra ficar sozinha e ainda grita. Hunf! Sei. Tive que dar um jeito. Ou, pelo menos, o pontapé inicial para uma grande "batalha" por uma boa educação. Luísa anda muito desobediente.

Mas a gota d'água foi o seguinte:

há algumas semanas atrás, percebi que ela estava deixando de comprar lanche no intervalo, para ir à papelaria do colégio comprar adesivinhos. O que fiz? Logo de cara, a proibi de entrar na tal "lojinha", dizendo que escola não era lugar de comprar coisas - lápis bonitinho, borrachinhas perfumadas e muito menos, adesivinhos..

Obs.: às sextas-feiras, as crianças dos primeiros anos podem levar dinheiro para a escola, para que comprem os lanches na cantina. Nos outros dias, somente a lancheira com lanche de casa.

Semana passada, mesmo sabendo que não era para ir na lojinha, Luísa foi. E comprou adesivinhos. De unhas! Quando a professora me chamou para contar que ela a havia desobedecido também, pronto: foi o que me bastou.

"Preciso dar um castigo maior do que o de não ver televisão". E foi quando lembrei do passeio da escola, que aconteceria dois dias depois.

"Será de doer".
E foi.
Em nós duas.
Não! Acho que mais em mim até...

Luísa chorou muito, mas muito mesmo, quando soube que não iria mais:

"Mas eu preciiiiiiso ir no Teatro Municipal ver a Turma da Mônica, mamãe!!"
"Eu aaaaaaaamo a Turma da Mônica, mãe!!"
"Só eu que não vou da minha classe, mamãe!!"
"Eu quero minha turma, mamãe!!"
"Desculpa, mamãe!!"
"Então eu nunca mais quero ir naquela escola mais chata do mundo!!"

E assim foi. Até que se cansou de me ouvir repetir que ela não iria, por culpa dela mesma.E que não me desobedecesse mais.

E se fiquei com remorço? Não. Estou convencida de que fiz o mais certo que podia, no momento certo. Trabalho com crianças e ouço umas coisas que me deixam de cabelo em pé. Vejo crianças um pouco mais velhas que Luísa, respondendo os mais velhos como se fossem seus amiguinhos, na maior intimidade e naturalidade e sem a menor educação. Um exemplo disso aconteceu esses dias mesmo, na escola, quando lembrando uma aluna sobre a aula de reposição do dia seguinte, ela veio com a seguinte resposta: "não venho porque não tem quem venha me buscar depois, mas se você me pagar um táxi de volta pra casa, eu posso até pensar". Vejam isso! Eu, sinceramente, não admito.

Só pra terminar o meu relato, depois do castigo, até acho que Luísa está mais "pensativa" antes de falar ou fazer alguma coisa que, certamente, ela sabe que eu desaprovaria. Não que acabou por aqui. Cetreza que o trabalho é de formiguinha, mas, o primeiro pontapé, eu já dei.

segunda-feira, 31 de março de 2014

Momento orgulho de mamãe

Empolgada com o fato de ter uma big biblioteca na escola, Luísa quis - e partiu dela e somente DELA - emprestar uns livros de lá. Fofa! Toda proza, escolheu três títulos, e quando passou pela moça do "caixa", ainda fez a observação de que estava levando três livros da Ruth Rocha.

E eu nem havia notado.
Orguuuuulho disso!!!!




Assim que terminarmos der ler, darei as dicas. Vou babar ali, já volto.

sábado, 29 de março de 2014

O odor axilar da criança, na visão do pediatra

Já faz algum tempo que venho notando um cheiro forte nas axilas da Luísa, após um belo dia de sol, escola e brincadeiras. Lembrando aqui que com três anos e meio, minha filha teve um pico hormonal, causado por alguns excessos na alimentação, estou um pouco preocupada e já com consulta agendada em um endocrinologista infantil.

Pesquisando algumas possíveis causas - bactérias, hormônios, alguns alimentos (alho e cebola em excesso) e algumas doenças, me lembrei de uma das justificativas do nosso pediatra, que nos atende desde quando Luísa nasceu:

-"Fernanda, você não pode se esquecer que o pai da Luísa é da raça negra, e os negros exalam mesmo um odor mais forte que o nosso. Compra um desodorante SEM ÁLCOOL para ela."

Então. Diz aí. Se eu precisasse de uma referência em marcas de desodorantes infantis, não iria a um pediatra. E vem cá: pode isso? Dizer que o problema vem da raça negra? Estou confusa, abismada...


terça-feira, 18 de março de 2014

Papo de mãe e filha / O que dizer? / Psicólogos de plantão / Fudeuuuuuu..

Tudo começou por causa de um encarte de jornal de alguma loja de móveis e eletrodomésticos, que trazia, entre muitos produtos, uma tv de 50 polegadas 3D.

Há algum tempo Luísa vem nos pedindo uma tv no quarto, mas ainda não achamos que é o momento certo. Primeiro, porque precisamos de uma tv nova e maior para nossa sala. Segundo, porque ainda não temos uma tv em nosso próprio quarto. E terceiro, porque não podemos ter como prioridade a tv do quarto DELA.

Então, nosso papo foi assim:
-"Mãe, quero ESTA tv para meu quarto, olha! 3D! E custa só "um, nove, nove, nove, olha! Eu tenho esse dinheiro no meu cofrinho?"
-"Não, filha. Você não tem esse dinheiro no seu cofrinho, e nem eu tenho esse dinheiro no meu".
-"Mas no banco você tem né, mãe?"

Vejam bem. Esse papo aconteceu enquanto eu escovava o cabelo dela, enquanto ela saía de perto de mim e da escova trocentas vezes e enquanto nosso tempo voava no relógio.

-"Lú! Me deixa terminar de escovar seu cabelo!" Essa frase se repetia o tempo todo, já que a impaciência da bichinha (e a minha!!) era nítida.

Cansada do assunto, decidi informar a ela que, quando nós comprássemos uma tv daquele tamanho todo, ela deveria ficar na sala, e a da sala, deveria ir para o quarto dela, o que era mais justo.
E eis aqui a resposta, seguida de um choro bastante sentido e, posso dizer também, manhoso:

-"Eu sempre faço o que você me pede
Sempre que você não me deixa ver tv, eu não vejo
Sempre que você não me deixa usar o sapato do meu aniversário, eu não uso
Você escolhe as minhas roupas e eu não reclamo
Você me manda comer tudo e eu como
Mas quando eu te peço alguma coisa, você não faz para mim
Eu peço uma tv grande 3D no meu quarto e você não me dá
É justo isso?"

Estas frases vieram da Luísa, de 6 anos de idade.
Este drama todo eu NUNCA fiz aqui em casa.
E esta mãe definitivamente precisa de um psicólogo.
Socorrrrrrrrrrrrrooooooooooooooooooooooooooooooo............................................................
*****

Vejam bem. A questão aqui não é dar ou não a TV 3D 50 polegadas a ela, mas sim a colocação das coisas.

Minha resposta foi que nós, pais, não podemos dar e e atender a todos os pedidos de um filho, primeiro, porque não temos condições para isso, e segundo, porque as coisas devem ser conquistadas. Disse que não teria graça se pudéssemos comprar tudo o que queremos, quando queremos.
Não sei se ficou claro, se ela processou a informação. Não sei se deveria ter explicado desta maneira, se faltou algo ou se poderia ter dito algo mais simples.
Só sei que tem algumas perguntas e afirmações que nos pegam de surpresa, nos dão uma rasteira e nos deixam sem palavras, e mais tarde, nos sentindo culpadas, como sempre.
E aí?

terça-feira, 4 de março de 2014

Meu sabonete preferido

Fase deliciosa esta da alfabetização - ou pré alfabetização, sei lá - onde Luísa se arrisca descaradamente na leitura e escrita.

Ontem no banho, percebendo que o sabonete já estava derretido, entreguei-lhe um novo. LUX. E ela, toda feliz e enfática:
-"Mãe, eu AAAAMOO este sabonete LU-XIS!"

LU-XIS!!

 ******

Ontem também ela resolveu fazer uma placa para as portas dos quartos aqui de casa, proibindo a entrada de gatos.
Essa foi bonitinha, porque ela fez um X bem grande na folha, desenhou um gato de um lado e escreveu GATO do outro lado.



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Costumo não interferir na escrita dela. Nem nas poucas letras invertidas que ainda existem, nem na falta dos Rs. Mais vale a empolgação do que uma correção agora.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Aula noturna

Luísa este ano passou a frequentar aulas de música, um projeto adiado desde o ano passado, mas que agora vingou. E vingou bem! Bem, porque Luísa está adorando as aulas. E melhor ainda, porque está realmente aprendendo e ME ENSINANDO, durante a noite. Veja o esqueminha:

No esquema, primeiras notas (ela ainda não havia colocado o resto) e o desenho de uma flauta doce.
Uma figurinha!

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Ao pé da letra é sempre mais divertido

Luísa esses dias anda irritada, pois a nova professora insiste em colocar um cabeçalho para que os alunos copiem diariamente. Data, nome do colégio, nome da professora, nome do aluno e a matéria.
Expliquei à ela que a professora faz isso porque ela quer que as crianças treinem, até que consigam escrever tudo sem olhar. Na mais pura delícia, Luísa pega o lápis, olha para o teto da sala e diz:
-"Eu já sei escrever sem olhar, ó!"
E escreve o nome da escola todo torto e fora da linha.