Pesquisar este blog

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Partes difíceis, porém engraçadas

Existem dois momentos do meu dia que são difíceis: um, é levá-la dormindo ao banheiro. O outro, é acordá-la pela manhã.

Todas as madrugadas, eu ou o marido acordamos para levar Luísa ao banheiro. Eu, como neste horário, não sou niguém não aguento carregá-la (devido ao meu sono), a levo andando. E ela não acorda. Como está dormindo, leva um certo tempo para que ela consiga fazer xixi. Enquanto isso, ficamos falando em seu ouvido e às vezes até abrimos a torneira da pia, afim de incentivá-la. Dia desses foi minha vez. Estava tão difícil acordá-la, que devo ter repetido umas 20 vezes a frase "filha, faz xixi!". Cansada de ficar me ouvindo repetir aquilo, ela me solta: "então para de ficar falando, mamãe, por favor!"


E ontem, tentando acordá-la mais rápido, disse:
-"Filha, vamos acordar, assim tomamos banho e ainda dá tempo da gente brincar um pouquinho".
Descaradamente ela retruca:
-"Então agora vamos brincar de fazer silêncio?"
Alguém me diz onde é que ela aprendeu a falar assim comigo?

domingo, 2 de dezembro de 2012

A última reunião anual da escola X o fim do mundo

Não sei se é o fato de juntar a canseira toda de final de ano, com os preparativos da festa de aniversário da Lulú, mais o acúmulo de coisas que ainda me restam pra fazer, e a sensibilidade que toma conta de nós neste período "natalístico", que fizeram com que a última reunião anual da escola da Luísa fosse um chororô quase geral! Porque, pra ajudar, as professoras ainda exageram nas demonstrações, nos elogios e nas homenagens! São as fotos exibidas, que mostram alguns momentos mais bonitinhos dos filhos, é a despedida da professora queridinha que resolve se mudar para São Paulo, é a troca da professora chefe para o ano que vem, são os detalhes da apresentação de encerramento...Santo Deus! Como eu choro nesta época! Isso porque, minha filha vai passar para o Jardim II ainda! Imagina ano que vem, quando ela terá a sua primeira formatura?

E olha: tenho que confessar uma coisa. Se existe no mundo!!! um assunto que me deixa tensa,, irritada, preocupada e cagando de medo, é essa conversa de que ele!!! o mundo, vai acabar. É verdade! Pode falar o que quiser, e pensar o que quiser de mim, mas é a mais pura verdade. Fico passada, com muito medo mesmo, procurando sempre pessoas que riam de mim e digam que isso é a mais pura besteira.
#pronto!falei!



Cada um pega no seu

São situações tão simples, tão engraçadas e ao mesmo tempo tão difíceis, que por dentro, a gente chora (exagero, lógico!) por não saber direito o que falar e o que fazer.

Luísa está na fase das descobertas! Sim, "daquelas" descobertas!
Cedo demais?
Engana-se quem pensa que é!

Dia desses, cheguei na escola para buscá-la, e a coordenadora me chamou "no canto":
-"Fê, hoje aconteceu uma coisinha chata. A Luísa e o *Y estavam se pegando".
- "Se pegando, Fabi? Brigaram?"
- "Não, não. Ela estava pegando no pipi dele e ele estava pegando na piriquita dela".

Plóft! Morri, né? De rir, de dúvida,de zóio arregalado, enfim...

- "E aí, Fabi?" (e aí, coordenadora, psicóloga, socorro, por favor, o que é que eu faço?)
-" Aaaahhh....(com a maior calma e naturalidade do mundo), eu conversei com eles e tá tudo certo. É normal isso, Fê! Não dê bronca nela. Eu já disse que cada um pode pegar só no seu..."

Entramos no carro e a primeira coisa que Luísa me disse foi:
-"Mamãe, hoje o *Y pegou na piriquita de todas as meninas!"
-" Ah-ah! Na sua também, filha?"
-"Também."
Pausa pra falar que fiquei feliz por ela ter me contado. Sinal de que não fizeram tanto drama assim e nem tanto alarde.

Então eu, com a maior cara natural do mundo (por fora, claro!), disse:
-" Aaaai Lú! Que "nada a vê" o *Y fazer isso?"
Aí eu usei o que a coordenadora já havia dito à eles:
-"Acho que cada um pega no seu. Não tem que ficar pondo a mão na piriquita e no pipi dos outros". 

E só. Não fiz mais perguntas e nunca mais tocamos neste assunto.

Acho que as descobertas são naturais, e acho que a escola agiu exatamente como deveria: sem dramas, com naturalidade para tratar do assunto com minha filha e, o principal, me informou imediatamente. Sei que, no fundo, as professoras e coordenadoras seguram a risada, né? Porque, na minha opinião, e tirando o lado mãe-educadora-preocupada em ensinar bons modos, isso não deixa de ser engraçado. Mas são descobertas e todas as crianças passam por essa fase. O segredo é ficar todos atentos: csa, escola, parquinho, casa do vizinho....
Mas eu não me lembro de ter pego alguma vez no pipi de algum amiguinho. hahaa. Me lembro de pedir para um primo me mostrar o dele e pra falar a verdade, nem me lembro do que vi e qual a reação que tive, mas deve ter sido engraçado.


segunda-feira, 26 de novembro de 2012

"Mãe, como o bebê nasce?"

Uma vez eu já havia explicado à Luísa que alguns bebês nascem pela barriga e outros, pela "piriquita" da mãe. A reação na hora foi de espanto, mas depois ela tratou logo de ir contando pro Vovô Preto, pai do meu marido, que ela tinha nascido pela minha "piriquita". Pois bem, esse assunto foi esquecido por ela.
Até ontem.

- "Mãe, como o bebê nasce?"
- " Ah filha! O bebê nasce assim: ele começa a querer sair e a se mexer muito dentro da barriga da mãe. Então ela começa a sentir um pouco de dor e vai para o hospital. Então o médico dá uma injeção nela, chamada anestesia, que é pra ele poder cortar a barriga dela e tirar o bebê de lá de dentro, sem que ela sinta dor. E tem o outro jeito, que foi o que você nasceu: pela "piriquita" da mãe".

Ela ficou INCOMFORMADA! Disse que NÃO queria ter ficado na minha "piriquita" e sim na minha BARRIGA.

Vou eu explicar que ela ESTAVA na minha barriga, e não na minha piriquita, e que ela só saiu por ali porque  encontrou o buraquinho que já estava lá, assim o médico não precisou cortar a mamãe, e blábláblá...

Acho que ela ainda continua não gostando muito da ideia, mas pelo menos esqueceu o assunto mais uma vez.
Vamos ver a próxima vez!


quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Meu novo e-mail, aprovado por Lulú

Aaaaaaamo as conclusões infantis.

Vejam esta.
Não sou casada "no papel", porém Luísa costuma dizer que meu nome é Fernanda Keli Piovezani "Lucas". Lucas é o sobrenome do meu marido.
Com isso, chegou à conclusão de que meu e-mail deve ser fernandakelipiovezani arrôba yahooba.com.br/lucas

Adorei o /lucas!
Adorei o yahooba, que rima com arrôba!

Bem! Escrevam-me!




terça-feira, 20 de novembro de 2012

O maior susto do mundo e a mãe pelada

Agradeço à Deus por minha filha ter caído da escada do nosso apartamento, com um copo de vidro numa mão, um prato de plástico na outra, e um vestido relativamente longo e ótimo para se tropeçar na barra, e ainda assim, não ter acontecido nada com ela, além de ter tomado e nos dado um baita susto.

Este episódio levou exatos três anos e meio para acontecer aqui em casa.
Até ontem, Luísa nunca havia ao menos tropeçado na escada do nosso apartamento. São dezesseis degraus até chegarmos ao andar de cima, onde fica a sala de TV e o terraço, e desde pequenininha, Luísa subia "engatinhando" e descia "de bumbum", nunca tendo sequer nos dado qualquer tipo de dor de cabeça. Esses dias mesmo estava pensando nisso. "Que maravilha! Luísa nunca caiu dessa escada!"
Até ontem.

Eu estava tomando banho, e Lucas e ela estavam lá em cima, comendo e vendo TV.

De repente, ouço um estrondo.
Parecia uma janela se quebrando, sabe? Muito forte mesmo. Além do mais, os barulhos do copo se quebrando, do prato de plástico voando escada abaixo, da minha filha caindo, do meu marido "pulando" os degraus loucamente para alcançar Luísa, e logo em seguida o grito e o choro enlouquecedor, me cegaram.

Voei do banheiro, sei lá como! Quando dei por mim, já estava no meio da escada, pelada, acudindo Luísa, tentando ver sangue, corte, braço pendurado........meu pai! Que susto!
Felizmente, não aconteceu nada. Só um roxinho em cada braço.

Depois de amenizado o susto, fiquei pensando no fato de ter saído pelada do banheiro. Se estivesse com visitas, acho que minha reação seria a mesma, porque é um instinto tão louco! Ficamos tão cegas diante de uma situação dessas, que com certeza, só me daria conta de estar sem roupas quando, sei lá...meu marido gritasse comigo.

Enfim, obrigada Deus, pelos ossinhos fortes da minha filha.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Quase que ela já sabe escrever....

Nas reuniões que participo na escola da Luísa, a professora sempre nos alerta sobre a possibilidade das crianças começarem a tentar escrever. Não podemos corrigir, principalmente nesta fase onde elas não tem  obrigação nenhuma de saber escrever. O único objetivo é brincar e se divertir. Elas imitam as professoras, e muitas vezes acabam decorando as palavrinhas diárias da lousa e os nomes dos amigos.

Luísa tá na fase do "ouvir o som".
Ela me pede para falar as sílabas bem devagar, assim ela consegue entender os sons e reproduzir as palavras no papel.

Nesta foto, Luísa escreveu as palavras LIVRO E UVA sozinha.
A palavra BONEKA eu fui dizendo as sílabas. 


Aqui, estávamos no banco e ela me pediu um papel. enquanto eu conversava com a gerente, também ditava as palavras CAVALO e BOLO.

Acredito que minha filha está no caminho super certo.
Brincamos de escrever as palavrinhas sem cobranças.
É por pura brincadeira!