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segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Birras

Situação 1 :  fomos ao supermercado dia desses, e Luísa queria a qualquer custo descer do carrinho. Como não deixei, ela começou a chorar, espernear e tentar sair. Quando abaixei pra falar baixinho com ela, ela pegou meu cabelo e começou a puxá-lo. Segurei firme no bracinho dela, mandei que soltasse do meu cabelo - falando bem baixinho - tirei ela do carrinho e fui pro carro. Isso tudo com ela chorando, e ainda tentando pegar meu cabelo. Larguei o Lucas na fila do caixa e fui até o carro explicando - tá bom, puuuta da vida - que ela não voltaria mais ao supermercado enquanto não aprendesse a se comportar. Entramos no carro - ela ainda berrando - e me pediu pra colocar Pé com Pé no som. Disse "não", porque ela havia feito birra, me machucado - claro que não, mas falei - e que ela ficaria sem escutar o Palavra Cantada até o outro dia. Foi chorando quase o caminho todo da volta, a té que dormiu.

Situação 2 : No restaurante, Luísa quer brincar com o saleiro e o paliteiro. Quer encher a batata e o tomate de sal, e fazer "tiângulo e cículos" com palitos de dentes. Claro que não deixo. E ela pega o feijão com a mão e joga na mesa. Pega a colher do prato e quase acerta o prato do pai dela. Falando baixinho com ela, digo que se ela repetir aquela cena, não vai participar da festa do Caule - amiguinho da escola - e que vai pra casa descansar e ficar de castigo.

Situação 3 :  Levo Lulú ao shopping para comprar uns moletonzinhos na C&A. De repente, cadê a Lulú? Sumiu!! Olho pra todos os lugares, e não a vejo. Na verdade começo a não enxergar nada. Que pavor! Mas vejo ela sentadinha aos pés de um manequim, quase que escondidinha ali. Minha vontade é de socá-la de tanta raiva dela ter sumido de perto de mim. Vou até lá, pego ela no colo, devolvo os moletons nos cabides e digo que vamos embora naquele minuto, pra ela aprender a não sair de perto de mim daquele jeito.

E por aí vai!! Mil situações, mil birras, que só quem é pai e mãe entende!
Porque quando se trata de filho dos outros, e principalmente quando não se é pai ou mãe, o mínimo que você faz é pensar "que criança atentada! que criança chata! que criança insuportável! se fosse meu eu dava umas palmadas!". Pelo menos eu pensava assim, quando não era casada nem tinha a Lulú.

Mas birras são normais.
Vocês acreditam que o próximo Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais (DSM), um guia para médicos do mundo inteiro, vai incluir a birra infantil na lista como uma doença!
Eu acho um absurdo! Doentes são os pais que não lêem, não se informam, lidam com a birra pelo instinto somente, e ainda por cima não conseguem dizer "não" para os filhos.

Birra de criança resolve-se assim:
Você fala baixinho, conversa calmamente, explica que não dá, não pode, não tem dinheiro, não é hora daquilo, e explica o POR QUÊ. Enfim, não resolveu? A criança continua berrando e esperneando? Então você pega ela no colo bem forte com todo carinho e a tira do local. Vai embora. Pronto. O passeio, o compromisso, sei lá, acabou! E ponto!

Leiam no site da Pais e Filhos sobre o tema. É bem simples e bem legal!
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E o sorteio dos dois cds da Cia. Tempo de Brincar é dia 04. Deixem os comentários aqui, somente aqui.