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sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Filha única...mais um tempo pra pensar

É um dilema isso!
Ultimamente, vendo minha filha brincar sozinha e depender TANTO de mim e não ter primos da mesma idade, penso, penso e penso em ter um segundo filho. Mais por ela - Luísa - já que essa história de querer ter família grande, pra que minha velhice seja cheia de filhos unidos perto de mim, cuidando de mim e se dedicando à mim o tanto quanto eu me dediquei à eles, na minha visão e exemplo de família que tenho, não existe.
Vejo minha vozinha, a Bisa da Lulú. 84 anos, cheia de filhos e....uma dificuldade pra "quererem ela por perto". Nem vamos entrar em valores culturais e sentimentais, porque sei que cada família é uma, e isso não significa que é regra todo velhinho ficar abandonado, mas... E sei também que eu, como mãe, posso muito bem mudar este perfil com relação à MINHA FAMÍLIA, que é "Luísa e Lucas". Mas...

E também porque penso na personalidade da minha filha. No aprender a dividir as coisas, e em muitas outras que não me vem na cabeça agora. Penso, penso, penso!
Eu fui filha única até os 16 anos - como minha mãe diz. Depois, meu irmão nasceu! E como ela mesma diz: "Do mesmo pai"!

Não sou uma pessoa que AMA dividir minhas coisas com as outras, principalmente roupas, sapatos e LIVROS!! Detesto emprestar livros!! Eles nunca voltam pra mim!! Mas não me acho uma pessoa egoísta, mimada (oi?) quanto menos carente de irmãos da mesma idade. Apesar de não saber como é ter um irmão da mesma idade, sempre tive amiguinhas e nunca estive sozinha.

O site Guia do Bebê trouxe uma reportagem bem interessante e simples sobre o tema.
Resume-se que "“contrariamente à impressão de que os filhos primogênitos ou únicos tendem a ser diferentes dos demais, em um estudo feito pela Universidade do Estado de Ohio, nos EUA, e publicado na revista Pediatrics não se detectaram diferenças entre filhos únicos, primogênitos e não primogênitos quanto ao relacionamento com os pais, presença de namorada e prática de esportes."


E mais:
"Não tenham medo de escolher a opção de ter só um filho. Bom exemplo e atitudes sem exageros garantem que o filho único tenha uma vida normal como qualquer outra criança. O excesso de mimo parte dos pais, avós e demais grandinhos. A criança é um reflexo disso."

Quem quiser ler a reportagem na íntegra, passa . Mas antes, participe do sorteio do Mãe da Lulú.