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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Dilemas, chateações e Natação

Aproveitando que o homem aqui de casa - maridão, que hoje está imprestável novamente com dor de dente - viajou a trabalho no sábado e domingo, fomos eu e Lulú jantar na casa de uma amiga - a Má, mãe do Pedro.
E aí que, em meio a mais de três crianças brincando e mais de três mães conversando desenfreadamente sobre filhos e comportamento, Pedro (3 anos) morde o rosto do André (5 anos).
Resultado:
- um rostinho cheio de lágrimas, abocanhado e inchado;
- outro rostinho cheio de lágrimas, por ter levado uma super bronca e estar de castigo;
- e dois rostos de mães chateadíssimas com o fato.

Primeiro:
- eu sei o que é isso, pois Luísa mordia todo mundo na escola e garanto, PASSA.
Além de morder, ela foi mordida também e eu fiquei com o coração na mão quando pensei na dor que ela havia sentido.
Segundo:
- Sei que é uma fase normal, até certo ponto, e que deve ser trabalhada em conjunto com a escola, e que nada há de se fazer senão chamar a atenção, mostrar que dói, que machuca o amigo, e que não se deve fazer aquilo.

Por ter lido bastante à respeito delas, confesso que sempre fui muito tranquila com relação às mordidas, pois sabia que minha filha estava dentro do normal e que eu estava fazendo o melhor - ou pelo menos o indicado - para ensiná-la que agir daquela maneira era errado. E ela aprendeu.

Só que ainda há pais que desconhecem essa expressão dos filhos. Ficam putos demais, praguejam a ferinha alheia, os pais, culpam a escola, os professores e a educação.

Foi o que aconteceu com essa minha amiga. O pai do garoto que foi mordido, que nem estava presente, ligou pra ela e falou horrores. Proibiu o filho dele de ter contato com o filho dela, e blábláblá, falou um monte de asneira. E aí? E aí que a Má tá arrasada, chateada, possessa, e sem saber se o que ela faz está certo ou errado. Já não sabe se só conversa, se coloca de castigo, se soca, ou se arrebenta o moleque.

A maneira com que a Má age com o menino é corretíssima, e o Pedro entende muito bem as regras, o castigo, o "senta aí pra pensar no que você fez!".
Acho que o pai do garoto deveria ler mais sobre comportamento infantil, e não se basear no que ELE foi quando criança, ou no que o FILHO DELE É.
Existem várias situações. E se a MÃE do garoto ESTAVA LÁ, o pai não deveria ter interferido, ainda mais dois dias depois.

No final da noite, as duas crianças - fera e ferido - estavam brincando normalmente, sem mágoas nem ressentimentos, enquanto que o pai do André, dois dias depois, ainda se doía por ele.

Sei que é pra morrer ver o filho de bochechinha, ou bracinho ou qualquer parte do corpo com uma baita marca de dentes de outra criança, mas péra lá. Desde que não seja todo dia, e que não tire nenhum pedacinho, vamos ser coerentes, pacientes, inteligentes...
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E Lulú voltou pra natação, após um longo e tenebroso inverno-tosse alérgica-infecção-frio-preguiça da mãe. Foi uma delícia! Mergulha, engole água, ameaça vomitar, e mesmo assim tá tudo bom pra ela.
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